domingo, 4 de fevereiro de 2018

TAREFA - VISTO SEMANA DEPOIS DO CARNAVAL - ♥

3º A - VISTO DIA 20/02
3º B - VISTO DIA 19/02


PARA APRENDER: Algumas funções da palavra QUE

A palavra QUE pode pertencer a várias categorias gramaticais, exercendo as mais diversas funções sintáticas. Veja abaixo quais são suas classificações.
1. Que longe está meu sonho! ADVÉRBIO Tem valor aproximado ao das palavras quão e quanto.
2. Um tentador quê de mistério torna-a cativante. SUBSTANTIVO
3. Tem que combinar? (= de) PREPOSIÇÃO
4. Quê! Você por aqui! INTERJEIÇÃO
5. Quase que ela desmaia! PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
6. João amava Teresa que amava Raimundo. - PRONOME RELATIVO
7. Que terá acontecido? PRONOME ADJETIVO INTERROGATIVO (= que coisa)
8. Mantenhamo-nos unidos, que a união faz a força. CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA
9. "E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto Caeiro) CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE. O QUE é conjunção subordinativa integrante quando introduz oração subordinada substantiva.

Observe as frases a seguir:
Nós é que nos divertimos de verdade.
Não sabemos quando que ela chegará.
O que que está acontecendo?
“Vou-me embora para Pasárgada.”
Podemos retirar todas as expressões em destaque nas frases acima sem que haja prejuízo gramatical? Se você respondeu que sim, está correto. Veja:
Nós nos divertimos de verdade.
Não sabemos quando ela chegará.
O que está acontecendo?
Vou embora para Pasárgada.
Perceba que a utilização daquelas expressões, que apareceram nas frases no início do texto, serve para enfatizar uma ideia. Esse tipo de expressão é chamada, em Língua Portuguesa, de partícula expletiva ou partícula de realce, expressão expletiva ou expressão de realce. Vamos analisar alguns casos do uso desse fenômeno sintático.
·         Que: como partícula expletiva, é comum após conjunçõesadvérbios e expressões adverbiais.
Exemplos:
Desde cedo que aguardava por notícias.
Enquanto que as torcidas brigavam, não havia polícia no estádio.
Havia muito que não tirava férias.
·         Se: será partícula expletiva quando puder ser retirado da oração sem que haja prejuízo gramatical e quando for acompanhado de verbo intransitivo com sujeito claro ou oculto.
Exemplos:
Foi-se embora de vez.
Passavam-se os meses e o sucesso aumentava.
·         Me: partícula expletiva
Exemplo:
Pediu-me minha atenção
Eu me morro de ciúmes de você.



EXERCÍCIOS


I. Identifique a classe gramatical da palavra QUE: 

Drika, o 'que' pode ser o quê?

RESPOSTA: Ele pode ser...
substantivo, conjunção subordinativa integrante, preposição, pronome interrogativo, advérbio, conjunção coordenativa explicativa, partícula expletiva ou de realce, palavra de realce [não altera o sentido da frase], interjeição, pronome relativo.

a) "Meu bem querer tem um quê de pecado..." ( Djavan) - substantivo
b) E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto Caeiro) conjunção integrante
c) Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para) preposição
d) Parecia-me que as paredes tinham vulto. conjunção integrante
e) Que houve com o carro? pronome interrogativo
f) Tenho que realizar muitos sonhos. · 
g) Que bela mulher ela era! 
h) Vamos embora, que (pois) preciso terminar o material. 
i) Parecia-me que as paredes tinham vulto. 
j) Aprendi / que tem o seu tempo. 
) Então qual que é a verdade? 
) Mas é que lá passava bonde. 
m) Certamente (que) serás aprovado. 
n) Quê! Nunca você fará isso! 
o) Não pegue, que os outros pegam. 
p) Só lhes peço que sejam mais atenciosos. 
q) Quase que caio. 
r) Ele é que é um gênio. 
s) Os jogadores que foram convocados já se apresentaram ao técnico. 
t) Esse é o caminho por que(pelo qual) passamos. 
u) Visitei a cidade em que (=na qual) nasceste.

GABARITO a) "Meu bem querer tem um quê de pecado..." ( Djavan) SUBSTANTIVO b) E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto Caeiro) CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE c) Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para) PREPOSIÇÃO d) Parecia-me que as paredes tinham vulto. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE e) (Que houve com o carro? PRONOME INTERROGATIVO f) Tenho que (de) realizar muitos sonhos. · PREPOSIÇÃO g) Que bela mulher ela era! Advérbio de intensidade (equivalente a quão) ADVÉRBIO h) Vamos embora, que (pois) preciso terminar o material. · CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA i) Parecia-me que as paredes tinham vulto. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE (= pois, porque) j) Aprendi / que tem o seu tempo. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE (inicia oraçãO substantiva) k) Então qual que é a verdade? PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE Obs: Pode aparecer acompanhado do verbo ser, formando a locução é que. l) Mas é que lá passava bonde. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE m) Certamente (que) serás aprovado. PALAVRA DE REALCE (não altera o sentido da frase) n) Quê! Nunca você fará isso! INTERJEIÇÃO o) Não pegue, que os outros pegam. CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA p) Só lhes peço que sejam mais atenciosos. (A segunda oração, que é substantiva, pode ser substituída pelo demonstrativo isso. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE. q) Quase que caio. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE r) Ele é que é um gênio. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE s) Os jogadores que (= os quais)foram convocados já se apresentaram ao técnico. (PRONOME RELATIVO) t) Esse é o caminho por que(pelo qual) passamos. (PRONOME RELATIVO) u) Visitei a cidade em que (=na qual) nasceste. (PRONOME RELATIVO) 


APRENDENDO:

FUNÇÕES SINTÁTICAS (TERMOS DA ORAÇÃO) DA PALAVRA "QUE" 

· Sujeito O rapaz que veio instalar a rede sumiu. (Quem veio instalar? O rapaz - sujeito) 

· Objeto direto A pose que ele fez foi ridícula. (Ele fez o quê? A pose - objeto direto) 

· Objeto indireto
O risco a que me refiro é real. (Refiro-me a quê? Ao risco - Objeto indireto) 

· Predicativo Estamos orgulhosos pelo grande anfitrião que ele é. (Ele é um grande anfitrião - Predicativo) 

· Complemento nominal O risco a que estamos expostos é real. (Estamos expostos a quê? Ao risco - Comp. Nominal)

* A função sintática do QUE é sempre a função da palavra que ele substitui. No primeiro exemplo, se "O rapaz" veio instalar, esse termo ocupa função de SUJEITO, e como o pronome relativo substitui "O rapaz", também será SUJEITO. E assim, por diante.

EXERCÍCIOS

II. Agora identifique as funções sintáticas da palavra QUE nas frases abaixo:

a) Eu vi o rapaz / que era seu amigo._________________________

b) Nós assistimos ao filme / que vocês perderam. ______________

c) Precisamos do documento / que o assessor encontrou. __________

d) Roubaram a peça / que era rara no Brasil. _________________

e) Eis os ingredientes / de que necessitamos. __________________

GABARITO: II. Eu vi o rapaz / que era seu amigo. SUJEITO b) Nós assistimos ao filme / que vocês perderam. OBJETO DIRETO c) Precisamos do documento / que o assessor encontrou. OBJETO DIRETO d) Roubaram a peça / que era rara no Brasil. SUJEITO e) Eis os ingredientes / de que necessitamos. OBJETO INDIRETO


III- ENEM 2004

Cidade grande
Que beleza, Montes Claros.
Como cresceu Montes Claros.
Quanta indústria em Montes Claros.
Montes Claros cresceu tanto,
ficou urbe tão notória,
prima-rica do Rio de Janeiro,
que já tem cinco favelas
por enquanto, e mais promete.

            (Carlos Drummond de Andrade)

No trecho "Montes Claros cresceu tanto, / (...),/ QUE já tem cinco favelas", a palavra QUE contribui para estabelecer uma relação de consequência. Dos seguintes versos, todos de Carlos Drummond de Andrade, apresentam esse mesmo tipo de relação:

a.  "Meu Deus, por que me abandonaste / se sabias QUE eu não era Deus / se sabias que eu era fraco."
b.  "No meio-dia branco de luz uma voz QUE aprendeu / a ninar nos longes da senzala - e nunca se esqueceu / chamava para o café."
c.  "Teus ombros suportam o mundo / e ele não pesa mais QUE a mão de uma criança."
d. "A ausência é um estar em mim. / E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, / QUE rio e danço e invento exclamações alegres."
e. "Penetra surdamente no reino das palavras. / Lá estão os poemas QUE esperam ser escritos."

QUESTÃO IV


TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:
Filme-enigma de Christopher Nolan gera discussões sobre significado e citações ocultas ou óbvias em sua trama onírica

Certa vez o sábio taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta. Ao acordar, entretanto, ele não sabia mais se era um homem que sonhara ser uma borboleta ou uma borboleta que agora sonhava ser um homem.
Será que Dom Cobb está sonhando? Será que a vida real é esta mesma ou somos nós que sonhamos?
Alguns podem ir ao cinema para assistir "A Origem", de Christopher Nolan ("Batman - O Cavaleiro das Trevas") e achar tão chato que vão sonhar de verdade, dormindo na fase de sono REM.
Mas outros estão sonhando acordados. Em blogs, sites e grupos de discussão, os já fanáticos pelo filme de Nolan apontam referências (de mitologia grega), veem citações (de "Lost"), tecem teorias malucas e conspiratórias (o sonho dentro do sonho).
Alguns acusam o diretor de copiar filmes os mais variados, de "Blade Runner" (1982) a "eXistenZ" (1999), de se inspirar em "2001 - Uma Odisseia no Espaço" (1968) e até de roubar a ideia de um quadrinho do Tio Patinhas de 2002.
O fato é que Nolan acertou o alvo. E ele sabia do potencial "nerdístico" de seu filme. Tanto é que cogitou mudar a canção que toca no filme todo, "Non, Je Ne Regrette Rien", com Edith Piaf, porque uma das atrizes escaladas, Marion Cotillard, havia vivido a cantora francesa em um filme de 2007.
(...)
Além da música, uma boa diversão de "A Origem" é identificar os objetos impossíveis deixados por Nolan ao longo do filme. A escada de Penrose, criada pelo psiquiatra britânico Lionel Penrose, aparece diversas vezes na tela - e também inspirou o quadro que tenta explicar facetas do longa.
Melhor ir ver o filme e não pensar em escadas... No que você está pensando agora?
(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1908201010.htm)  
Em “O fato é que Nolan acertou o alvo”, o “que” exerce a função de
a. conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada predicativa.
b. pronome relativo, pois introduz uma oração subordinada adjetiva.
c. partícula expletiva, pois, tendo apenas o objetivo de realçar uma ideia, não exerce função sintática.

d.advérbio de intensidade, pois atribui uma circunstância ao verbo “acertar”.
e.preposição, pois relaciona o verbo “ser” à oração subordinada substantiva.

FUVEST 

"É da história do mundo que (1) as elites nunca introduziram mudanças que (2) favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que (3) estas lideranças empresariais teriam motivação para fazer a distribuição de rendas que (4) uma nação equilibrada precisa ter."

O vocábulo que está numerado em suas quatro ocorrências, nas quais se classifica como conjunção integrante e como pronome relativo. Assinalar a alternativa que registra a classificação correta em cada caso, pela ordem:

a. 1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante;
b.1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. pronome relativo, 4. conjunção integrante;
c.1. pronome relativo, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. conjunção integrante;
d. 1. conjunção integrante, 2. pronome relativo, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo;
e.1. pronome relativo, 2. conjunção integrante, 3. conjunção integrante, 4. pronome relativo.

FAAP 

            OS DESASTRES DE SOFIA

            Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele.
            O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. E eu era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar e que, ofendida, eu adivinhara. Passei a me comportar mal na sala. Falava muito alto, mexia com os colegas, interrompia a lição com piadinhas, até que ele dizia, vermelho:
            - Cale-se ou expulso a senhora da sala.
            Ferida, triunfante, eu respondia em desafio: pode me mandar! Ele não mandava, senão estaria me obedecendo. Mas eu o exasperava tanto que se tornara doloroso para mim ser objeto do ódio daquele homem que de certo modo eu amava. Não o amava como a mulher que eu seria um dia, amava-o como uma criança que tenta desastradamente proteger um adulto, com a cólera de quem ainda não foi covarde e vê um homem forte de ombros tão curvos. (...)
Clarice Lispector

"... homem QUE de certo modo eu amava".
A palavra QUE exerce no texto a função sintática de:

a. sujeito
b. objeto direto
c.objeto indireto
d.complemento nominal
e.agente da passiva

QUESTÃO VII


Em, "O pato tem uma glândula que deixa as penas lubrificadas" (texto 3), a parte grifada tem valor gramatical de:

a
adjetivo, posto que a palavra "que" é um pronome relativo.


b
substantivo, posto que a palavra "que" é uma conjunção integrante.


c
adjetivo, posto que a palavra "que" é uma conjunção integrante. 


d
substantivo, posto que a palavra "que" é um pronome relativo.


e
advérbio, posto que a palavra "que" é uma conjunção integrante.
QUESTÃO VIII - UFRJ








  DISCRETA PRIMAVERA
                                                                             Fernanda Torres

      As petições pululam na tela do computador. Assino, assino todas elas. Peço a demarcação das terras indígenas, a liberação do aborto e a descriminalização das drogas. Grito contra o trabalho escravo, o preconceito racial e de gênero; tento melar o emprego indiscriminado de agrotóxicos, frear o degelo das calotas polares, o desmatamento e a destruição dos corais da Amazônia. Clamo pelo fim da guerra na Síria, da corrupção e do foro privilegiado; exijo a reforma política; voto pela proteção dos micos-leões e falho com os ursos-polares.
      E, em meio ao acúmulo de urgências, ao imenso ruído do planeta, vacilo entre a paralisia e a ação. Entre o engajamento e a reflexão no silêncio. Entre ser e não ser.
      Quem É Primavera das Neves?, documentário de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo, toca em cheio na histeria do agora, sem falar diretamente dela.
      Primavera Ácrata Saiz das Neves é uma mulher que enfrentou o açoite e os insultos do mundo, a afronta do opressor, o desdém do orgulhoso, as pontadas do amor humilhado, as delongas da lei, a prepotência do mando e o achincalhe do século XX.
      Filha de pai anarquista e mãe sufragista, fugidos das ditaduras de Franco e Salazar, ela cresceu no Catete do pós-guerra, estudou no Licée e dominou seis línguas. Casou-se com um tenente português e retornou para o Brasil em 1964, sozinha, com uma filha pequena. O marido permaneceu em Lisboa, condenado à prisão por ter participado da mal-sucedida Revolta da Beja.
      Em meio à insensatez e às injustiças de seu tempo, Primavera dedicou a vida à amizade, à maternidade, ao amor e à arte. Foi íntima e discreta, e nem por isso mesquinha, pequena ou indiferente.
      Traduziu Lewis Carroll, Vladimir Nabokov, Arthur C. Clarke e Emily Dickinson, Simenon e Julio Verne. Foi poeta, mãe, mulher, amiga e adoradora de Wagner; influenciou de forma profunda os que a conheceram, mas teve uma vida invisível. Morreu aos 47 anos.
      Teria permanecido anônima, não fosse a obstinação de arqueólogo de Furtado e Azevedo, que, intrigados com o nome da tradutora de Alice no País das Maravilhas, desencavaram sua preciosa história.
      Eulalie, a amiga saudosa, que sempre admirou a personalidade livre e contemporânea de Primavera, jamais percebeu nela a vontade de se promover — é o verbo que usa: promover.
      Hoje, estamos todos em promoção, gritando a esmo, como numa liquidação de Natal.
      O século XXI promove revoluções movidas a likes. Não diminuo a importância das petições que, reitero, assino convicta. Mas o milênio que se inicia também produziu uma perturbadora pornografia do ego, do exibicionismo das selfies; o bestialógico da multiplicação de blogueiros e a brutalidade travestida de diversão dos realities. Um confessionário a céu aberto, onde todos, e cada um, têm o quinhão de narcisismo preenchido pela publicação de seu diário de bordo.
      Primavera era em tudo o contrário. Apesar das perseguições que testemunhou e sofreu, da inteligência e sensibilidade que possuiu, nunca se impôs ao mundo, ou impôs o seu mundo aos demais.
     A ela, bastava ser — qualidade cada vez mais rara de ver, ter e encontrar.
         Fonte: http://vejario.abril.com.br/blog/fernanda-torres/discreta-primavera/
Em “Eulalie, a amiga saudosa, que sempre admirou a personalidade livre e contemporânea de Primavera (...)”, a palavra destacada é:

a
aposto.


b
pronome relativo.


c
pronome apassivador. 


d
vocativo.


e
conjunção integrante.



GABARITO - QUESTÕES DO ENEM - VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

GABARITO

3ºB - DIA 05/02 - segunda-feira - VISTO
3ºA - DIA - 06/02 - terça-feira - VISTO

1-B
2- E
3- A
4- B
5- C
6- D
7- B
8- B
9- C
10- D

Leiam as questões, vejam o gabarito e compreendam! Essas são questões que apresentam distratores sobre o assunto. Lembrem-se: o importante não é apenas apresentar a tarefa, mas estudar! Estamos juntos este ano, força e foco nos estudos. Amo cada um de vocês ♥

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

TAREFA - 29/01/18

3ºB - DIA 05/02 - segunda-feira - VISTO
3ºA - DIA - 06/02 - terça-feira - VISTO

QUESTÃO 1
De domingo
 — Outrossim?
— O quê?
— O que o quê?
— O que você disse.
— Outrossim?
—É.
— O que que tem?
—Nada. Só achei engraçado.
— Não vejo a graça.
— Você vai concordar que não é uma palavra de todos os dias.
— Ah, não é.Aliás, eu só uso domingo.
— Se bem que parece uma palavra de segunda-feira.
— Não. Palavra de segunda-feira é óbice.
— “Ônus.
— “Ônus” também. “Desiderato”. “Resquício”.
— “Resquício” é de domingo.
— Não, não. Segunda. No máximo terça.
— Mas “outrossim”, francamente…
— Qual o problema?
— Retira o “outrossim”.
— Não retiro. É uma ótima palavra. Aliás, é uma palavra difícil de usar. Não é qualquer um que usa “outrossim”.
(VERÍSSIMO. L.F. Comédias da vida privada. Porto  Alegre: LP&M, 1996).
No  texto, há uma  discussão  sobre o uso de  algumas  palavras da língua portuguesa. Esse uso  promove o (a)
(A) marcação temporal, evidenciada pela presença de palavras indicativas dos dias da semana.
(B) tom humorístico, ocasionado  pela ocorrência de  palavras empregadas em  contextos  formais.
(C) caracterização da identidade linguística dos  interlocutores, percebida pela recorrência de palavras regionais.
(D) distanciamento entre os  interlocutores, provocado pelo  emprego de palavras com  significados poucos  conhecidos.
(E) inadequação vocabular, demonstrada pela seleção de palavras desconhecidas por  parte de  um dos   interlocutores do  diálogo.
QUESTÃO 2
Texto I
Entrevistadora  — Eu  vou  conversar aqui  com  a  professora A.D. …  O  português então   não  é  uma  língua  difícil?
Professora — Olha se  você  parte do princípio… que a  língua  portuguesa  não  é  só  regras  gramaticais… não se  você   se apaixona pela  língua que  você…  já  domina… que  você  já  fala ao  chegar na  escola se teu  professor  cativa você a  ler obras da  literatura…  obra da/ dos  meios de comunicação… se você tem acesso a  revistas… é…  a  livros  didáticos… a… livros de  literatura  o mais  formal o  e/ o  difícil é  porque  a  escola  transforma como  eu  já  disse as  aulas de  língua  portuguesa  em análises  gramaticais.
Texto II
Professora — Não, se  você parte do princípio que  língua  portuguesa não  é  só  regras  gramaticais. Ao chegar à escola, o aluno   já domina e   fala a  língua. Se o  professor  motivá-lo a  ler  obras  literárias e se tem acesso a  revistas, a  livros didáticos, você se  apaixona  pela  língua. O  que  torna  difícil é  que a escola  transforma as  aulas de  língua  portuguesa em análises  gramaticais.
(MARCUSCHI,  L. A. Da  fala para  a escrita: atividades de  retextualização. São  Paulo: Cortez, 2001)
O  texto  I  é  a  transcrição de entrevista  concedida por   uma professora de  português a  um programa de  rádio. O texto II é  a adaptação dessa  entrevista para a modalidade escrita. Em comum, esses  textos
(A) apresentam ocorrências de  hesitações  e reformulações.
(B) são  modelos de  emprego de regras gramaticais.
(C) são exemplos de uso  não  planejado da língua.
(D) apresentam marcas da linguagem  literária.
(E) são  amostras do  português  culto  urbano.
QUESTÃO 3
Mandinga — Era a denominação que, no  período das  grandes  navegações, os  portugueses davam à  costa ocidental da  África. A  palavra se tornou sinônimo  de feitiçaria porque os  exploradores  lusitanos consideram bruxos  os africanos que ali  habitavam — é que eles davam  indicações sobre a  existência de ouro na região. Em idioma nativo, mandingdesignava terra de  feiticeiros. A palavra acabou  virando sinônimo de feitiço, sortilégio.
(COTRIM, M. O  pulo do gato 3.  São  Paulo: Geração Editorial, 2009. Fragmento)
No  texto,  evidencia-se que a construção do significado da palavra  mandinga resulta de um (a)
(A) contexto sócio-histórico.
(B) diversidade técnica.
(C) descoberta geográfica.
(D) apropriação religiosa.
(E) contraste cultural.
QUESTÃO 4
PINHÃO sai ao  mesmo tempo que BENONA entra.
BENONA: Eurico, Eudoro Vicente está lá fora e  quer  falar  com  você.
EURICÃO: Benona, minha  irmã, eu  sei  que ele  está   lá  fora, mas não  quero falar com ele.
BENONA:  Mas, Eurico, nós lhe devemos  certas  atenções.
EURICÃO: Passadas para  você, mas  o  prejuízo foi  meu.  Esperava que  Eudoro, com todo aquele  dinheiro, se tornasse meu  cunhado. Era  uma boca a  menos e  um patrimônio a mais. E o peste me traiu. Agora, parece que  ouviu  dizer que eu  tenho  um tesouro. E vem   louco atrás dele, sedento, atacado da  verdadeira  hidrofobia. Vive farejando  ouro, como  um cachorro  da  molest’a, como  um urubu, atrás do  sangue dos outros. Mas ele  está enganado. Santo  Antônio  há de  proteger minha pobreza e  minha  devoção.
(SUASSUNA, A.   O  santo e  a porca. Rio de  Janeiro: José Olimpyio, 2013)
Nesse texto teatral, o  emprego das  expressões “o peste” e  “cachorro da  molest’a” contribui para
(A) marcar  a classe social das personagens.
(B) caracterizar usos  linguísticos de  uma região.
(C) enfatizar a  relação familiar entre as  personagens.
(D) sinalizar a  influência do  gênero nas  escolhas vocabulares.
(E) demonstrar o  tom autoritário da fala de  uma das personagens.
QUESTÃO  5
Óia eu  aqui de  novo xaxando
Óia eu aqui de novo pra xaxar
Vou mostrar pr’esses cabras
Que eu ainda dou no couro
Isso é um desaforo
Que eu não posso levar
Que eu aqui de novo cantando
Que eu aqui de novo xaxando
Óia eu aqui de novo mostrando
Como se deve xaxar.
Vem cá morena linda
Vestida de chita
Você é a mais bonita
Desse meu lugar
Vai, chama Maria, chama Luzia
Vai, chama Zabé, chama Raque
Diz que tou aqui com alegria.
(BARROS, A. Óia  eu  aqui de  novo. Disponível  em <www.luizluagonzaga.mus.br > Acesso em 5 mai  2013)
A letra da canção de  Antônio Barros manifesta aspectos do repertório  linguístico e  cultural do Brasil. O  verso que singulariza uma  forma do falar  popular  regional é
(A) “Isso é um desaforo”
(B) “Diz que  eu  tou aqui com alegria”
(C) “Vou  mostrar pr’esses cabras”
(D) “Vai, chama  Maria, chama  Luzia”
(E) “Vem  cá, morena linda, vestida de chita”
QUESTÃO  6
Só há  uma  saída para a escola se ela quiser ser  mais bem-sucedida: aceitar a  mudança da  língua como um fato. Isso deve significar que a  escola deve aceitar qualquer forma de  língua em  suas  atividades escritas? Não deve mais  corrigir?  Não!
Há  outra dimensão a ser  considerada:  de fato, no  mundo real da escrita,  não existe  apenas  um português correto,  que  valeria para todas  as  ocasiões: o estilo dos  contratos não  é  o  mesmo dos  manuais de  instrução; o dos  juízes do  Supremo não  é  o  mesmo dos cordelistas; o dos editoriais dos  jornais  não  é  o mesmo dos dos cadernos de  cultura dos  mesmos  jornais. Ou  do de  seus  colunistas.
(POSSENTI,  S.  Gramática  na cabeça. Língua  Portuguesa,  ano 5, n. 67,  maio 2011 – adaptado).
Sírio Possenti defende  a tese de que  não existe um único “português  correto”. Assim  sendo, o  domínio da  língua portuguesa  implica,  entre outras coisas, saber
(A) descartar  as  marcas de informalidade do texto.
(B) reservar o  emprego da  norma  padrão aos textos de  circulação ampla.
(C) moldar  a  norma  padrão do português pela   linguagem do discurso jornalístico.
(D) adequar as  formas  da língua a diferentes tipos de  texto e contexto.
(E) desprezar as formas  da língua  previstas pelas  gramáticas e  manuais divulgados  pela escola.
QUESTÃO 7
Em bom  português
No  Brasil,  as palavras envelhecem e caem como folhas secas. Não  é  somente pela gíria que a gente  é apanhada (aliás, não se  usa  mais a primeira  pessoa, tanto  do singular como  do plural: tudo  é “a gente”).  A própria   linguagem  corrente vai-se renovando e a cada dia uma  parte do léxico cai em desuso.
Minha amiga Lila, que vive descobrindo essas coisas, chamou minha  atenção para os que  falam assim:
– Assisti a uma fita de  cinema com um artista que  representa muito bem.
Os que acharam  natural essa frase, cuidado! Não saber dizer que  viram  um  filme  que trabalha  muito bem. E irão ao banho  de  mar  em vez de ir  à praia, vestido de roupa de  banho em  vez  de  biquíni, carregando guarda-sol em  vez de  barraca. Comprarão um automóvel  em   vez de  comprar  um carro, pegarão  um defluxo em  vez  de  um resfriado,  vão andar  no  passeio em vez de  passear na calçada. Viajarão de  trem de  ferro e  apresentarão sua  esposa ou sua  senhora  em vez  de  apresentar  sua  mulher.
(SABINO, F. Folha de  S. Paulo, 13 abr. 1984)
A língua varia  no  tempo, no  espaço e  em  diferentes  classes socioculturais. O texto exemplifica  essa característica da língua, evidenciando que
(A) o  uso de  palavras  novas deve ser  incentivado em detrimento das antigas.
(B) a utilização de inovações do léxico é  percebida na  comparação de  gerações.
(C) o emprego de  palavras com  sentidos  diferentes caracteriza  diversidade geográfica.
(D) a pronúncia e o vocabulário são aspectos  identificadores da classe social a  que  pertence o falante.
(E) o modo de  falar  específico de pessoas de  diferentes faixas  etárias é  frequente em todas  as regiões.



QUESTÃO  8
Assum preto
Tudo em  vorta é só beleza
Sol de abril e a mata em frô
Mas assum preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dor
Tarvez  por ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do assum preto
Pra ele assim, ai, cantá mió
Assum  preto veve sorto
Mas num pode avuá
Mil veiz a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá.
As marcas da variedade regional registradas pelos compositores de Assum preto resultam da aplicação de um conjunto de princípios ou regras gerais que alteram a pronúncia, a morfologia, a sintaxe ou o léxico. No texto, é resultado de uma mesma regra a
(A) pronúncia das palavras “vorta” e “veve”.
(B) pronúncia das palavras “tarvez” e “sorto”.
(C) flexão  verbal  encontrada em “furaro” e “cantá”
(D) redundância nas expressões “cego  dos óio” e “mata em frô”.
(E) pronúncia das  palavras “ignorança” e “avuá”.
QUESTÃO 9
Palavras jogadas fora
Quando criança, convivia no interior de São Paulo com o curioso verbo pinchar e ainda o ouço por lá esporadicamente. O  sentido  da palavra é  o  de  “jogar fora” (pincha  fora essa  porcaria) ou  “mandar  embora” (pincha esse fulano daqui). Teria  sido uma das muitas palavras que ouvi menos na capital do estado e, por conseguinte, deixei de usar. Quando indago às pessoas se conhecem esse verbo, comumente escuto respostas como “minha avó fala isso”.  Aparentemente,  para muitos  falantes, esse verbo é algo do passado, que deixará de existir tão logo essa geração antiga morrer.
As palavras são,  em  sua grande  maioria, resultados de  uma tradição: elas  já estavam  lá antes de  nascermos. “Tradição”, etimologicamente, é o ato de entregar, de passar adiante, de transmitir (sobretudo  valores culturais). O  rompimento da tradição de  uma palavra equivale  à sua extinção. A gramática normativa  muitas vezes colabora criando preconceitos, mas  o  fator  mais  forte que  motiva os falantes a extinguirem  uma palavra é  associar a palavra,  influenciados direta ou indiretamente pela  visão normativa, a um grupo  que julga  não ser o  seu. O pinchar,  associado  ao  ambiente  rural, onde há  pouca escolaridade e refinamento citadino, está fadado  à extinção?
É louvável que  nos  preocupemos com a extinção das  ararinhas-azuis ou dos  micos-leão-dourados, mas a extinção de  uma palavra não promove  nenhuma comoção, como  não  nos  comovemos com a extinção de  insetos, a não ser dos extremamente belos. Pelo contrário,  muitas  vezes a extinção das  palavras é incentivada.
VIARO, M. E. Língua Portuguesa, n. 77, mar. 2012 (adaptado).
A discussão empreendida sobre o (des)uso do verbo “pinchar” nos traz uma reflexão sobe a linguagem e seus

 usos, a partir da qual compreende-se que

(A) as palavras esquecidas pelos falantes devem ser descartadas dos dicionários, conforme sugere o título.
(B) o cuidado com espécies animais em extinção é mais urgente do que a preservação de palavras.
(C) o abandono de determinados vocábulos está associado a preconceitos socioculturais.
(D) as gerações têm a tradição de perpetuar o inventário de uma língua.
(E)  o mundo contemporâneo exige a inovação do vocabulário das línguas.


QUESTÃO 10
 Da corrida de submarino à festa de aniversário no trem
                                     Leitores fazem sugestões
                             para o Museu das Invenções Cariocas
      “Falar ‘caraca!' a cada surpresa ou acontecimento que vemos, bons ou ruins, é invenção do carioca, como também o ‘vacilão'.”
      “Cariocas inventam um vocabulário próprio”. “Dizer ‘merrmão' e ‘é merrmo' para um amigo pode até doer um pouco no ouvido, mas é tipicamente carioca.”
      “Pedir um ‘choro' ao garçom é invenção carioca.”
      “Chamar um quase desconhecido de ‘querido' é um carinho inventado pelo carioca para tratar bem quem ainda não se conhece direito.”
      “O ‘ele é um querido' é uma forma mais feminina de elogiar quem já é conhecido.”
SANTOS, J. F Disponível em: www.oglobo.globo.com. Acesso em: 6 mar. 2013 (adaptado).
Entre as sugestões apresentadas para o Museu das Invenções Cariocas, destaca-se o variado repertório linguístico empregado pelos falantes cariocas nas diferentes situações específicas de uso social. A respeito desse repertório, atesta-se o(a) 

A. desobediência à norma-padrão, requerida em ambientes urbanos. 
B. inadequação linguística das expressões cariocas às situações sociais apresentadas. 
C. reconhecimento da variação linguística, segundo o grau de escolaridade dos falantes. 
D. identificação de usos linguísticos próprios da tradição cultural carioca. 
E. variabilidade no linguajar carioca em razão da faixa etária dos falantes. 
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terça-feira, 24 de outubro de 2017

GABARITO - -23

ATIVIDADES PARA CASA - PÁGINA 12

1- A garota da tira é Dorothy. Ela está acompanhada de seu cão, Totó; o espantalho, o homem de lata e o leão passam a lhe fazer companhia.

2. O leão queria que o mágico lhe desse coragem.
O espantalho queria que o mágico lhe desse um cérebro.
O homem de lata queria que o mágico lhe desse um coração.

3. alternativa c.

4. A forma verbal é 'financio.

5. O sentido é diferente: na primeira ocorrência, significa fazer um empréstimo, na segunda, 'bancar', patrocinar.

6. Esse conectivo mostra a ideia de oposição em relação aos financiamentos feitos pelo personagem. Há uma relação de independência sintática, logo, de coordenação.

7. Pode-se afirmar que ele reconhece a exploração de que é vítima, pois diz claramente ser um financiador da 'boa vida dos políticos'.

8- 01; 04 . soma = 5

ATIVIDADES COMPLEMENTARES - PÁGINA 14

1. A patroa e seu motorista.

2. Produz a impressão de que ela (a patroa) está solidária com o problema de transporte do motorista. Para a moradora, na verdade, o mais importante é a preservação do bairro em que mora. Os benefícios que a estação de metrô traria não são relevantes para ela, pois prefere demitir o funcionário a resolver o problema que ele tem com o transporte.

3. Existe um período composto. Há três orações.

4. A expectativa dele era a de manter o emprego de motorista, com a vantagem de ter o carro para transportá-lo desde e até sua casa. Ela dá uma resposta inesperada, quebrando a expectativa gerada ao propor uma 'solução' e afirmar que não pretende ajudar o empregado, mas apenas resolver o seu problema da maneira mais fácil, que é dispensando-o.

5. O efeito de sentido obtido não seria o mesmo, o que comprova que a articulação das orações coordenadas obedece a critérios semânticos.

6- "Ainda" sugere que muito já se falou sobre as mães.

7- O primeiro período tem essa característica, pois é formado por duas orações, em que a primeira solicita um complemento verbal (gostei), que é atendido pela segunda oração (do que a psicanalista escreveu).

8. a. Ela desprezou o tom de glorificação nas homenagens às mães, citou Elisabeth Bandinter e disse são as orações marcadas pela coordenação.

b. São elas: que escreveu O mito do amor materno; que estava na hora de sermos menos hipócritas, já que ser mãe não é esta maravilha toda.

9- São exemplos comprobatórios da divergência de posicionamento:...ser mãe é ótimo e é uma encrenca; está na hora de sermos menos hipócritas, já que ser mãe não é essa maravilha toda.

10- alternativa d.

11. alternativa d.

12- alternativa d.

GABARITO - P22

ATIVIDADES PARA CASA

PÁGINA 12

1- A ilustração é composta de várias obras-primas, de diferentes autores famosos.

2- a. São: Quando consultar, não e sobre a mesa.
b. Tempo, negação e lugar, respectivamente.

3- Texto injuntivo ou instrucional, indicam procedimento.

4- Os adjuntos adverbiais são importantes no contexto, pois indicam, em relação ao manuseio dos materiais, os procedimentos esperados; o tempo (momento de retirada do material); o que não se deve fazer; e onde deixar o material usado.

5- Outros retratos, de autores diferentes, foram inseridos em substituição aos retratos de Marilyn Monroe, desorganizando a composição original de Andy Warhol; o mesmo efeito pode ocorrer na organização dos materiais na biblioteca se eles não forem guardados no lugar correto, o que prejudicaria uma busca posterior.

PÁGINA 13

6- Eles são apostos especificativos. Referem-se a oceanos.

7- A reescrita fica: "[...] poderão viajar regularmente entre o Atlântico e o Pacífico via Ártico".
O sentido não ficou prejudicado, pois oceanos, Atlântico e Pacífico são três denominações de um mesmo espaço, indicam um mesmo referente.

8- alternativa d.

PÁGINA 14

9- a. Os apostos são: O esculhambador-geral da República!; Cartagena!, cidade da Shakira.

b. O primeiro é uma explicação de quem é o Macaco Simão; o segundo é especificador, pois restringe o conteúdo de valor generalizado do nome que funciona como núcleo - cidade -; e o terceiro explica o papel de Barranquilla no contexto.

10. Funciona como um chamamento para o personagem entrar em ação, por isso é um vocativo.

11. Essa preposição dá o valor de algo inesperado; no caso, isso tem um tom de surpresa, pois a Bahia tem um fim de ano muito procurado por turistas, e de seu governador esperava-se que prestigiasse o evento.

12- Nunca tanta salsa, bolero e cumbia foram ouvidos por mim.

13- Falabella, você é o culpado.

14- alternativa b.

15- V - F - V - F.

alternativa a.

16- alternativa a.

17 - alternativa b.

ATIVIDADES COMPLEMENTARES - PÁGINA 18

1- Apresenta o implícito de que, antes dessa conversão, o diagnóstico não podia ser feito por computador. Possui valor de tempo.

2- Ambas as construções são adjuntos adverbiais de meio.

3- Refere-se aos combatentes.

4- adiante e naquele armistício - adjuntos adverbiais de lugar; tão (numerosa, longamente, luxuosos) - de intensidade, durante três meses - de tempo; não - de negação; longamente e de súbito - de tempo; pelos olhos - de lugar, num longo enxurro de carcaças e molambos - de modo/meio.

5- Ao mesmo tempo em que evidencia a intensidade da situação dos vencidos diante dos vereadores, revelando a fraqueza dos primeiros, denota também, em relação aos vencedores, um sentimento inesperado de vergonha pela vitória, evidenciado pela situação miserável dos vencidos.

6- a. O trecho é um dos extremos da cidade.

b. O termo lá é adjunto adverbial e um dos extremos da cidade é aposto.

7- a. "Chico da Tirana, o carreiro, não deixava de persignar-se quando passava em frente da casa do homem misterioso, ao lado do carro a chiar, e olhava a chaminé da sala de jantar a fumegar."

b. Trata-se de um sujeito, cujo núcleo é Chico da Tirana.

c. Ao aposto o carreiro cabe o papel de explicar quem é Chico da Tirana.

8- Funcionam como aposto: mestre-escola e redator da Gazeta de Tubiacanga [explica quem é Capitão Pelino]; órgão local e filiado ao partido situacionista [explica o papel do jornal]; um caloteiro, um aventureiro ou talvez um ladrão fugido do Rio [explica quem é o tipo mencionado no texto].

9- Na primeira, enfatiza-se o substantivo Fabricio, na segunda, a ênfase recai sobre o substantivo pedreiro.

10- Na primeira opção, o núcleo do sujeito é Fabrício e na segunda, pedreiro.

11- O uso farto de apostos é um recurso utilizado para mostrar que o novo habitante causava uma inquietação geral na cidade, afetando pessoas de diferentes segmentos da sociedade, como o pedreiro, o carreiro, o boticário, o doutor, o mestre-escola.

12-a. A primeira metáfora é o mundo é um moinho, que se desdobra em vai triturar teus sonhos e vai reduzir as ilusões a pó. O autor desdobra a ideia de 'moinho' em 'triturar' e 'reduzir' para mostrar como os sonhos das pessoas são aniquilados e desfeitos; como se fosse um moinho trabalhando.

b. As formas verbais são ouça-me, que ficaria 'ouve-me', e preste atenção, que ficaria 'presta atenção'.

13- São vocativos e cumprem o papel de indicar o interlocutor.

14. A frase apresenta uma afirmação categórica que é desdobrada, de forma inusitada, em duas outras afirmações, em forma de condição, e que justificam a afirmação inicial, provocando um efeito humorístico por meio do jogo de palavras.

15- A função de aposto expressa em beleza e paciência.

16- alternativa a.