CONTEÚDO GRAMÁTICA - SIMULADO 22/02/18 ORAÇÕES COORDENADAS: classificação/semântica; CONJUNÇÕES [SEMÂNTICA]; FUNÇÕES DO QUE [TAREFA]; INTERPRETAÇÃO DE TEXTO (analise os distratores, preste atenção aos detalhes da questão. Às vezes, por causa de 'uma palavra' você pode se confundir. Dica: toda alternativa que delimita demais uma ideia ou argumento, que diminui de forma um pouco pejorativa o assunto/tema, que possibilita ambiguidade ou que fique distante do enunciado - PRESTE ATENÇÃO, pois estará distratando o gabarito.
LEMBRE-SE:
José Saramago "Levantado do chão", pág. 11: "E também vermelho, em lugares, que é cor de barro ou sangue sangrado. Mas isso depende do que no chão se plantou e cultiva, etc."
Mas é conjunção adversativa que estabelece uma contradição em relação à oração anterior. Nos exemplos que indica, a conjunção mas é mais corrente do que as alternativas indicadas (porém, todavia, contudo) e facilita a comunicação. Alguns autores, demonstrando um grande domínio da língua portuguesa, utilizam mas no princípio de um parágrafo, realçando a oração e simplificando o discurso. O uso estilístico da conjunção mas no princípio das frases é legítimo, gramaticalmente e estilisticamente correto. Nos exemplos a que se refere, dá realce à oração. O mas utilizado no princípio da frase tem um uso enfático muito apreciado por certos autores de renome como os que refere.
“Mas há a vida que é para ser intensamente vivida, há o amor. Há o amor. Que tem que ser vivido até a última gota. Sem nenhum medo. Não mata. [Clarice Lispector]
FUNÇÕES DO QUE: estudar quando é conjunção integrante [substitua por isso]; e quando é pronome relativo [substitua por o qual, a qual, os quais, as quais...]
CONJUNÇÕES: 'MAL A VI CHEGAR' [LOGO QUE A VI CHEGAR]; ASSIM COMO, ENQUANTO, PORQUE; AINDA QUE, MAS/SENTIDO DE OPOSIÇÃO; MAS TAMBÉM/SENTIDO DE ADIÇÃO; MAS[PORÉM, TODAVIA, CONTUDO; EMBORA [CONJUNÇÃO CONCESSIVA, NÃO É ADVERSATIVA]; E [ADITIVO OU ADVERSATIVO]; POIS[EXPLICATIVO/ANTES DO VERBO, CONCLUSIVO/DEPOIS DO VERBO];
Aprenda Gramática Aplicada ao Texto, e Não Gramática Pura
Querendo ou não, interpretar textos também significa aprender a Língua Portuguesa. Saber qual é o sujeito, qual é o advérbio, qual é o objeto indireto poderá te salvar de várias situações ruins.
O lance é que a gramática pura (por si só) não te ajudará em basicamente nada se você não conseguir aplicá-la. E aprender gramática consiste no seguinte:
A gente sabe quais são, porque
depois de tantas provas, queridinho, só não vê quem não quer, né.
Use a lista abaixo com sabedoria e não como único recurso. Aproveite os momentos de revisão que terá depois das férias de julho. Se precisar priorizar assuntos para
estudar, são esses que você não pode de jeito nenhum deixar de saber:
Filme vencedor em Cannes (curtíssima duraçao). Belíssimo! De uma delicadeza comovente. A vida é feita de momentos, mesmo curtíssimos, que nos acompanham por toda uma eternidade. Tem a duração máxima de três minutos e um mínimo de diálogos.
A palavra QUE pode pertencer a várias categorias gramaticais, exercendo as mais diversas funções sintáticas. Veja abaixo quais são suas classificações.
1. Que longe está meu sonho! ADVÉRBIO Tem valor aproximado ao das palavras quão e quanto.
2. Um tentador quê de mistério torna-a cativante. SUBSTANTIVO
3. Tem que combinar? (= de) PREPOSIÇÃO
4. Quê! Você por aqui! INTERJEIÇÃO
5. Quase que ela desmaia! PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
6. João amava Teresa que amava Raimundo. - PRONOME RELATIVO
7. Que terá acontecido? PRONOME ADJETIVO INTERROGATIVO (= que coisa)
8. Mantenhamo-nos unidos, que a união faz a força. CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA
9. "E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto Caeiro) CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE. O QUE é conjunção subordinativa integrante quando introduz oração subordinada substantiva.
Observe as frases a seguir:
Nós é quenos
divertimos de verdade.
Não sabemos quando que ela
chegará.
O que que está
acontecendo?
“Vou-me embora para
Pasárgada.”
Podemos retirar todas as expressões em destaque nas frases acima sem que
haja prejuízo gramatical? Se você respondeu que sim, está correto. Veja:
Nós nos divertimos de verdade.
Não sabemos quando ela chegará.
O que está acontecendo?
Vou embora para Pasárgada.
Perceba que a utilização daquelas
expressões, que apareceram nas frases no início do texto, serve para enfatizar
uma ideia. Esse tipo de expressão é chamada, em Língua Portuguesa, de partícula
expletiva ou partícula de realce, expressão
expletiva ou expressão de realce. Vamos analisar alguns
casos do uso desse fenômeno sintático.
·Que: como partícula expletiva, é comum
apósconjunções, advérbiose expressões adverbiais.
Exemplos:
Desde cedo que aguardava
por notícias.
Enquanto que as
torcidas brigavam, não havia polícia no estádio.
Havia muito que não
tirava férias.
·Se: será partícula expletiva quando puder
ser retirado da oração sem que haja prejuízo gramatical e quando for
acompanhado de verbo intransitivo com sujeito claro ou
oculto.
Exemplos:
Foi-se embora de
vez.
Passavam-se os meses
e o sucesso aumentava.
·Me: partícula expletiva
Exemplo:
Pediu-me minha
atenção
Eu me morro de ciúmes
de você.
EXERCÍCIOS
I. Identifique a classe gramatical da palavra QUE:
Drika, o 'que' pode ser o quê?
RESPOSTA: Ele pode ser...
substantivo, conjunção subordinativa integrante, preposição, pronome interrogativo, advérbio, conjunção coordenativa explicativa, partícula expletiva ou de realce, palavra de realce [não altera o sentido da frase], interjeição, pronome relativo.
a) "Meu bem querer tem um quê de pecado..." ( Djavan) - substantivo
b) E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto
Caeiro) conjunção integrante
c) Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para) preposição
d) Parecia-me que as paredes tinham vulto. conjunção integrante
e) Que houve com o carro? pronome interrogativo
f) Tenho que realizar muitos sonhos. ·
g) Que bela mulher ela era!
h) Vamos embora, que (pois) preciso terminar o material.
i) Parecia-me que as paredes tinham vulto.
j) Aprendi / que tem o seu tempo.
) Então qual que é a verdade?
) Mas é que lá passava bonde.
m) Certamente (que) serás aprovado.
n) Quê! Nunca você fará isso!
o) Não pegue, que os outros pegam.
p) Só lhes peço que sejam mais atenciosos.
q) Quase que caio.
r) Ele é que é um gênio.
s) Os jogadores que foram convocados já se apresentaram ao técnico.
t) Esse é o caminho por que(pelo qual) passamos.
u) Visitei a cidade em que (=na qual) nasceste.
GABARITO
a) "Meu bem querer tem um quê de pecado..." ( Djavan) SUBSTANTIVO
b) E ao lerem os meus versos pensem que eu sou qualquer coisa natural."( Alberto
Caeiro) CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE
c) Amanhã, teremos pouco que fazer em nosso escritório. (= para) PREPOSIÇÃO
d) Parecia-me que as paredes tinham vulto. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
INTEGRANTE
e) (Que houve com o carro? PRONOME INTERROGATIVO
f) Tenho que (de) realizar muitos sonhos. · PREPOSIÇÃO
g) Que bela mulher ela era! Advérbio de intensidade (equivalente a quão) ADVÉRBIO
h) Vamos embora, que (pois) preciso terminar o material. · CONJUNÇÃO
COORDENATIVA EXPLICATIVA
i) Parecia-me que as paredes tinham vulto. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
INTEGRANTE (= pois, porque)
j) Aprendi / que tem o seu tempo. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA INTEGRANTE
(inicia oraçãO substantiva)
k) Então qual que é a verdade? PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE Obs: Pode
aparecer acompanhado do verbo ser, formando a locução é que.
l) Mas é que lá passava bonde. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
m) Certamente (que) serás aprovado. PALAVRA DE REALCE (não altera o sentido da
frase)
n) Quê! Nunca você fará isso! INTERJEIÇÃO
o) Não pegue, que os outros pegam. CONJUNÇÃO COORDENATIVA EXPLICATIVA
p) Só lhes peço que sejam mais atenciosos. (A segunda oração, que é substantiva,
pode ser substituída pelo demonstrativo isso. CONJUNÇÃO SUBORDINATIVA
INTEGRANTE.
q) Quase que caio. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
r) Ele é que é um gênio. PARTÍCULA EXPLETIVA OU DE REALCE
s) Os jogadores que (= os quais)foram convocados já se apresentaram ao técnico.
(PRONOME RELATIVO)
t) Esse é o caminho por que(pelo qual) passamos. (PRONOME RELATIVO)
u) Visitei a cidade em que (=na qual) nasceste. (PRONOME RELATIVO)
APRENDENDO:
FUNÇÕES SINTÁTICAS (TERMOS DA ORAÇÃO) DA PALAVRA "QUE"
· Sujeito O rapaz que veio instalar a rede sumiu. (Quem veio instalar? O rapaz - sujeito)
· Objeto direto A pose que ele fez foi ridícula. (Ele fez o quê? A pose - objeto direto)
· Objeto indireto
O risco a que me refiro é real. (Refiro-me a quê? Ao risco - Objeto indireto)
· Predicativo Estamos orgulhosos pelo grande anfitrião que ele é. (Ele é um grande anfitrião - Predicativo)
· Complemento nominal O risco a que estamos expostos é real. (Estamos expostos a quê? Ao risco - Comp. Nominal)
* A função sintática do QUE é sempre a função da palavra que ele substitui. No primeiro exemplo, se "O rapaz" veio instalar, esse termo ocupa função de SUJEITO, e como o pronome relativo substitui "O rapaz", também será SUJEITO. E assim, por diante.
EXERCÍCIOS
II. Agora identifique as funções sintáticas da palavra QUE nas frases abaixo:
a) Eu vi o rapaz / que era seu amigo._________________________
b) Nós assistimos ao filme / que vocês perderam. ______________
c) Precisamos do documento / que o assessor encontrou. __________
d) Roubaram a peça / que era rara no Brasil. _________________
e) Eis os ingredientes / de que necessitamos. __________________
GABARITO: II. Eu vi o rapaz / que era seu amigo. SUJEITO
b) Nós assistimos ao filme / que vocês perderam. OBJETO DIRETO
c) Precisamos do documento / que o assessor encontrou. OBJETO DIRETO
d) Roubaram a peça / que era rara no Brasil. SUJEITO
e) Eis os ingredientes / de que necessitamos. OBJETO INDIRETO
III- ENEM 2004
Cidade grande
Que beleza, Montes Claros. Como cresceu Montes Claros. Quanta indústria em Montes Claros. Montes Claros cresceu tanto, ficou urbe tão notória, prima-rica do Rio de Janeiro, que já tem cinco favelas por enquanto, e mais promete.
(Carlos Drummond de Andrade)
No trecho "Montes Claros cresceu tanto, / (...),/ QUE já tem cinco favelas", a palavra QUE contribui para estabelecer uma relação de consequência. Dos seguintes versos, todos de Carlos Drummond de Andrade, apresentam esse mesmo tipo de relação:
a. "Meu Deus, por que me abandonaste / se sabias QUE eu não era Deus / se sabias que eu era fraco."
b. "No meio-dia branco de luz uma voz QUE aprendeu / a ninar nos longes da senzala - e nunca se esqueceu / chamava para o café."
c. "Teus ombros suportam o mundo / e ele não pesa mais QUE a mão de uma criança."
d. "A ausência é um estar em mim. / E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, / QUE rio e danço e invento exclamações alegres."
e. "Penetra surdamente no reino das palavras. / Lá estão os poemas QUE esperam ser escritos."
QUESTÃO IV
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO: Filme-enigma de Christopher Nolan gera discussões sobre significado e citações ocultas ou óbvias em sua trama onírica
Certa vez o sábio taoísta Chuang Tzu sonhou que era uma borboleta. Ao acordar, entretanto, ele não sabia mais se era um homem que sonhara ser uma borboleta ou uma borboleta que agora sonhava ser um homem.
Será que Dom Cobb está sonhando? Será que a vida real é esta mesma ou somos nós que sonhamos?
Alguns podem ir ao cinema para assistir "A Origem", de Christopher Nolan ("Batman - O Cavaleiro das Trevas") e achar tão chato que vão sonhar de verdade, dormindo na fase de sono REM.
Mas outros estão sonhando acordados. Em blogs, sites e grupos de discussão, os já fanáticos pelo filme de Nolan apontam referências (de mitologia grega), veem citações (de "Lost"), tecem teorias malucas e conspiratórias (o sonho dentro do sonho).
Alguns acusam o diretor de copiar filmes os mais variados, de "Blade Runner" (1982) a "eXistenZ" (1999), de se inspirar em "2001 - Uma Odisseia no Espaço" (1968) e até de roubar a ideia de um quadrinho do Tio Patinhas de 2002.
O fato é que Nolan acertou o alvo. E ele sabia do potencial "nerdístico" de seu filme. Tanto é que cogitou mudar a canção que toca no filme todo, "Non, Je Ne Regrette Rien", com Edith Piaf, porque uma das atrizes escaladas, Marion Cotillard, havia vivido a cantora francesa em um filme de 2007.
(...)
Além da música, uma boa diversão de "A Origem" é identificar os objetos impossíveis deixados por Nolan ao longo do filme. A escada de Penrose, criada pelo psiquiatra britânico Lionel Penrose, aparece diversas vezes na tela - e também inspirou o quadro que tenta explicar facetas do longa.
Melhor ir ver o filme e não pensar em escadas... No que você está pensando agora?
(http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1908201010.htm)
Em “O fato é que Nolan acertou o alvo”, o “que” exerce a função de
a. conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada predicativa.
b. pronome relativo, pois introduz uma oração subordinada adjetiva.
c. partícula expletiva, pois, tendo apenas o objetivo de realçar uma ideia, não exerce função sintática.
d.advérbio de intensidade, pois atribui uma circunstância ao verbo “acertar”.
e.preposição, pois relaciona o verbo “ser” à oração subordinada substantiva.
FUVEST
"É da história do mundo que (1) as elites nunca introduziram mudanças que (2) favorecessem a sociedade como um todo. Estaríamos nos enganando se achássemos que (3) estas lideranças empresariais teriam motivação para fazer a distribuição de rendas que (4) uma nação equilibrada precisa ter."
O vocábulo que está numerado em suas quatro ocorrências, nas quais se classifica como conjunção integrante e como pronome relativo. Assinalar a alternativa que registra a classificação correta em cada caso, pela ordem:
Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele.
O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. E eu era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar e que, ofendida, eu adivinhara. Passei a me comportar mal na sala. Falava muito alto, mexia com os colegas, interrompia a lição com piadinhas, até que ele dizia, vermelho:
- Cale-se ou expulso a senhora da sala.
Ferida, triunfante, eu respondia em desafio: pode me mandar! Ele não mandava, senão estaria me obedecendo. Mas eu o exasperava tanto que se tornara doloroso para mim ser objeto do ódio daquele homem que de certo modo eu amava. Não o amava como a mulher que eu seria um dia, amava-o como uma criança que tenta desastradamente proteger um adulto, com a cólera de quem ainda não foi covarde e vê um homem forte de ombros tão curvos. (...)
Clarice Lispector
"... homem QUE de certo modo eu amava".
A palavra QUE exerce no texto a função sintática de:
a. sujeito
b. objeto direto
c.objeto indireto
d.complemento nominal
e.agente da passiva
QUESTÃO VII
Em, "O pato tem uma glândula que deixa as penas lubrificadas" (texto 3), a parte grifada tem valor gramatical de:
Leiam as questões, vejam o gabarito e compreendam! Essas são questões que apresentam distratores sobre o assunto. Lembrem-se: o importante não é apenas apresentar a tarefa, mas estudar! Estamos juntos este ano, força e foco nos estudos. Amo cada um de vocês ♥